Um país sem miséria

“Um grupo que gemia e ninguém ouvia. Hoje, geme e há alguém que ouve”, foram as palavras do Samuel, do Movimento Nacional de População de Rua, diante do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, e da ministra Tereza Campello, do Ministério de Desenvolvimento Social. E concluiu: “Parabéns ao governo Continue lendo

O consultor, Daniel Dantas e FHC- reportagem revista Época‏

Recomenda-se como imprescindível a reportagem “O financista, o consultor e a ‘pessoa’”, que “revela” a ação de Roberto Amaral na privatização das telecomunicações, a favor do Opportunity.

A reportagem também pode ser interpretada como uma resposta à nota divulgada pelo Opportunity, em razão da reportagem de capa da semana passada (“A anatomia do mensalão”). A nota foi publicada pelo site da *Época, *em seguida à reportagem, e posteriormente foi suprimida do site. A reportagem de repercussão da capa da semana passada tampouco a menciona. Na nota, o Opportunity desafiava a revista a investigar os contratos de Marcos Valério acrescidos ao faturamento da Organizações Globo, dona da revista.

 

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‘A intelectualidade de massas é o futuro’. Entrevista especial com Ivana Bentes

Duas questões atuais e que se atravessam: o futuro do jornalismo e a questão dos direitos autorais no Brasil. Para a professora Ivana Bentes, que concedeu a entrevista a seguir pessoalmente e por telefone à IHU On-Line, esses dois pontos ainda precisam encontrar uma forma de se desvincular do corporativismo que, até então, os domina. No caso do jornalismo, ela diz que o futuro da profissão “tem que se construído a partir dessa atual mudança de mentalidade em relação às corporações e ao tipo de democracia que queremos. O futuro do jornalismo é uma construção coletiva”.

Ao falar sobre a questão dos direitos autorais, Ivana volta à polêmica em torno da retirada do selo da licença Creative Commons do sítio do Ministério da Cultura e explica que o que está em jogo com esse símbolo é uma disputa por modelos de cultura a serem adotados. “O que nós exigimos é que a ministra da cultura se posicione sobre qual modelo que o MinC vai levar adiante daqui para a frente. Que economia criativa é essa? É a da rede horizontalizada da produção cultural ou é a da indústria cultural de poucos?”, criticou e questionou.

Ivana Bentes é graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição em que fez mestrado e doutorado na área da Comunicação e, atualmente, é professora e Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ.

Confira a entrevista.

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Fome: cresce a extrema pobreza nos EUA

Por: Altamiro Borges - Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB – Partido Comunista do Brasil.

Num artigo contundente publicado no jornal mexicano La Jornada, David Brooks apresenta a face cruel dos EUA pouco difundida pela mídia colonizada. Mostra que a pobreza extrema cresce em ritmo acelerado no império. Já as poderosas corporações batem recordes de lucros. No capitalismo, a crise mata de fome o trabalhador e engorda ainda mais os tubarões.

“Aqui milhões padecem de fome. Não estamos falando do Haiti, nem de países africanos, nem asiáticos, nem das ‘favelas’ sul-americanas, e sim do extraordinário fato de que no país mais rico do mundo, milhões sofrem do que se chama insegurança alimentar, o que o cristianismo traduz como: não saber de onde virá a próxima comida”, afirma, indignado, David Brooks logo na abertura do seu artigo.

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Agronegócio não garante segurança alimentar – Por Raquel Junia

Foto: Marcello Casal Jr/ABR

 

 

No Assentamento Americana, no município de Grão Mogol, região norte de Minas Gerais, há de tudo um pouco – hortaliças, legumes, frutas, frutos típicos do bioma cerrado que cobre a região, criação de animais. De acordo com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM), que presta assessoria aos assentados desde o início da ocupação da área, tecnicamente o que está sendo desenvolvido na região é o que se chama de sistemas agroflorestais e silvipastoris – ou seja, a conciliação de atividades agrícolas com a criação de animais e o extrativismo, de forma a garantir a preservação do bioma cerrado e também a produção de alimentos saudáveis. A situação dos moradores do assentamento Americana, onde, segundo eles próprios, “há de tudo um pouco”, é um exemplo de como a agricultura familiar, sobretudo a prática agroecológica, podem garantir a segurança e a soberania alimentar.

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